Minhas palavras são a metade de um diálogo
obscuro continuando através de séculos impossíveis.
Agora compreendo o sentido e a ressonância
que também trazes de tão longe em tua voz.
Nossas perguntas e respostas se reconhecem
como os olhos dentro dos espelhos.
Olhos que choraram. Conversamos dos dois extremos da noite,
como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa…
E um mar de estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
Mas um mar sem viagens.
Cecília Meireles
Bella poética de Cecília Meireles, y profunda en la vastedad del océano de la noche, mientras las palabras vuelan como haladas por un espejismo que parece convencerse de que dos almas hablan y se aman en un encuentro que cada quien reconoce. Gracias por compartir “Diálogo”. Felicitaciones por el blog.
Cecília: a poeta.
Beijo