Lépida e leve
em teu labor que, de expressões à míngua,
o verso não descreve…
Lépida e leve,
Guardas, ó língua, em teu labor,
gostos de afago e afagos de sabor.És tão mansa e macia,
que teu nome a ti mesma acaricia,
que teu nome por ti roça, flexuosamente,
como rítmica serpente,
e se faz menos rudo,
o vocábulo, ao teu contacto de veludo.Dominadora do [...]
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Lépida e Leve
Publicado em Gilka Machado, Poesia, etiquetado Gilka Machado, Lépida e Leve, Poesia em Março 29, 2008 | Deixar um comentário »
Reflexões III
Publicado em Gilka Machado, Poesia em Maio 17, 2007 | 1 Comentário »
Na soturna mudez dos meus infaustos dias
dentro em mim, sem que alguém os possa divisar,
há um anjo que abençoa as minhas agonias
e um demônio que ri do meu grande pesar.
Um me ordena a tortura, e fala em fugidias
delícias, e ergue aos céus o austero e frio olhar;
o outro tem seduções, risos, frases macias
e açula-me a [...]
Analogia
Publicado em Gilka Machado, Poesia em Maio 17, 2007 | 1 Comentário »
Amo o Inverno assim triste, assim sombrio,
lembrando alguém que já não sabe amar;
e sempre, quando o sinto e quando o espio,
julgo-te eterizado, esparso no ar.
Afoita, a alma do Inverno desafio,
para inda te querer e te pensar…
para gozá-lo e gozar-te, que arrepio!…
que semelhança em ambos singular!…
Loucura pertinaz do meu anelo:
— emprestar-te, emprestar-lhe uma emoção,
— pelo mal [...]