Arquivo | abril 14, 2007

Jardinagem

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    me desenha
    entre teus dedos,
    carpe
    meus cabelos,
    me nivela os montes
    bebe em minhas fontes
    me revira o solo
    me sacia a fome
    planta no meu colo
    e molha, com-
    e…
    então, sem suor,
    colhe
    o meu amor.
     Maju Costa

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Amor

Amor, hoje teu nome
a meus lábios escapou
como ao pé o último degrau…

Espalhou- se a água da vida
e toda a longa escada
é para recomeçar.

Desbaratei- te, amor, com palavras.

Escuro mel que cheiras
nos diáfanos vasos
sob mil e seiscentos anos de lava –

Hei de reconhecer- te pelo imortal
silêncio.

Cristina Campo