Arquivo | abril 18, 2007

Tempo

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“Que boca há de roer o tempo? Que rosto

Há de chegar depois do meu? Quantas vezes

O tule do meu sopro há de pousar

Sobre a brancura fremente do teu dorso?

 

Atravessaremos juntos as grandes espirais

A artéria estendida do silêncio, o vão

O patamar do tempo?

 

Quantas vezes dirás: vida, vésper, magna-marinha

E quantas vezes direi: és meu. E as distendidas

Tardes, as largas luas, as madrugadas agônicas

Sem poder tocar-te. Quantas vezes, amor

 

Uma nova vertente há de nascer em ti

E quantas vezes em mim há de morrer. “

 

 

Hilda Hilst

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Lua nova

“Não pensem que estou aguardando a lua cheia
– Esse sol da demência
Vaga e noctâmbula.
O que eu mais quero,
O de que preciso
É de lua nova”

Manoel Bandeira