Os amantes

Eis-me de novo adolescentes. Triste
Vivo outra vez amor e solidão.
Canto em segredo palpitar macio
De pétala ou de asa abandonada.
Do amor em silêncio e na incerteza
Oprime o coração desalentado
Ó lentidão dos dias brancos quanto
A angústia os deseja breves como um sonho
Insidioso amor em minha vida
Reverte o tempo para o desespero,
A inquietação da adolescência
E o pensamento me tortura, prende
Como se nunca houvesse outro consolo
Que não é mais de amor. Porém de morte.

H.Dobal

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