Diabo delicado

 

Quando um demônio beija um colibri,

todo meu ardor voa com penas de anjo.

Minha paz é um demônio beijando um colibri,

um delicado diabo tocando banjo.

 

Quando leio a partitura dos gritos dos meus demônios,

entendo todo esse enorme inferno de ser feliz.

A alegria toca violinos de fogo nos meus sonhos

e faz demônios beijar meus colibris.

Carlos Correia Santos

Carlos Correia Santos é paraense, natural de Belém. Bacharel em Direito, jornalista e produtor cultural, Amante da literatura, é o idealizador, coordenador e apresentador de vários projetos de incentivo à leitura na região amazônica, entre os quais se destacam: “Café com Verso e Prosa” (realizado em Belém), “Café com Leituras” (realizado no município paraense de Castanhal) e Estrada de Letras (realizado nos municípios paraenses de Paragominas, Marabá, e Santarém), e em Macapá, capital do Amapá). Preside a ONG literária Cia. Amazônica do Livro, tem trabalhos publicados e ganhou vários prêmios regionais.
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4727.html

Um pensamento sobre “Diabo delicado

  1. essa poesia mostra aos verdadeiros poetas a dantesca e emisferica veracidade do mundo de tormentos e alegrias se abraçando e se contradizendo,num cinismo comum.

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